sábado, 5 de abril de 2014

Da sinceridade, espontânea.

«Sou um caco, emocionalmente.», disseste-me, após dois dedos de conversa. Desarmaste-me, como já o voltaste a fazer desde então, com as tuas observações tão inesperadas quanto certeiras. Deixas-me a pensar no que te poderia responder, pois a verdade é que sou um caco, também, mas tão teria a tua facilidade de o admitir. Provavelmente não o conseguiria fazer, diria até. Tens algo que eu não tenho, como uma amiga minha muito sabiamente gosta de dizer.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

De sonhos.

Quando era pequenina, de entre todas as profissões que quis ter, jornalista foi uma das que mais perdurou. Que eu também quis ser presidente da república, apresentadora de televisão, advogada e cantora, que me lembre assim de repente. Mas jornalista, quis ser jornalista durante muito tempo, até que o meu pai me sugeriu que eu podia ser outra coisa qualquer e tentar divergir para o jornalismo a partir daí. Menina do papá que sou, ouvi a sugestão e esqueci-me do jornalismo, para perseguir os números. A vida rolou, descobri muitas coisas que não gosto de fazer (mas que vou fazendo) e pelo meio tenho momentos que me relembram o que é a felicidade, o que é a realização. Ontem a realidade aproximou-se um bocadinho mais deste sonho.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Os meus amigos.

Os meus amigos dividem-se entre os que abraço e os que não. Eu não sou pessoa de abraços, o que talvez explique os poucos amigos que tenho. Aqueles que abraço podem até estar longe, mas nunca são estranhos ao meu coração, nunca lhes esqueço o jeito e o cheiro. E deixam-me com saudades.


Conto também, entre os amigos que abraço, aqueles que por vezes deixo num semi-abraço - apenas para impedir que as lágrimas me rolem pelas bochechas rosadas quando me despeço deles.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Cheguei a casa, só me apetecia gritar.

Mas fui tomar um banho e dormir, em vez disso.

Se eu nunca tinha tido sonhos não me poderia desiludir, pensava, ingenuamente. Dormi e acordei enrugada, apática, sem energia para mudar. Acordei num marasmo e não consigo apontar onde perdi o rumo. Talvez nunca o tenha tido, como aos sonhos.

Coisas que eu não consigo compreender no local de trabalho:

1. As pessoas andarem de portátil aberto de um lado para o outro, em vez de alterarem as definições e poderem fechar a tampa sem perderem sessão;
2. Qual a necessidade que todos parecem ter de me perguntar se estou a gostar do que faço (não, não gosto, mas não vos vou dizer.);
3. Porque insistem em dizer "desactivo". Não, o facto de o sistema estar em inglês não é desculpa.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

domingo, 7 de julho de 2013

Sou judgemental, já se sabe. #2

Não consigo deixar de tirar ilações sobre a personalidade das pessoas tendo em conta o seu gosto musical.

(Será que me posso desculpar com defeito "profissional"?!)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Sinais da idade.

Até já nem me faz assim muita diferença tomar refeições sozinha.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Sou judgemental, já se sabe.

Não consigo dissociar a esquisitice com comida da falta de carácter.

domingo, 2 de junho de 2013

Cepticismo.

Percebi que me tornei demasiado céptica em relação ao amor, à vida, quando disseste que agora não iriam existir mais pessoas especiais para se conhecer e o meu pensamento imediato foi "sim, até se aborrecerem um do outro".

Não sei definir quando me tornei tão pouco crente, tão amarga, tão instável, em última análise. Talvez tenha sido pela mesma altura em que deixei de ser criança, o que me parece já há uma vida atrás. Talvez a vida não tenha sido tão generosa como gostava, até aqui. Mas sei que foi muito mais madrasta para alguns dos que me rodeiam. Que o continua a ser. E que preciso de dar a volta a isto, por mim. Os meus olhos estão mais tristes do que me deveria permitir.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Da Tina Fey.

Com o tempo, deixamos instintivamente de medir as amizades e lembramo-nos dos que connosco continuam, usando o seu condão na nossa vida mesmo sem termos consciência. Enquanto umas portas se recusam a abrir, enquanto vemos outras fechar, existem outras que surgem sem as termos procurado. E se abrem. E nos querem.

Sim, eu disse que sim, de sorriso no rosto. A um enorme novo desafio, com pessoas que parecem acreditar no meu potencial mais que eu mesma. O resto logo se vê.