Não sabia que te oferecer pelo aniversário, por isso lembrei-me de te levar a passear, como sei que tanto gostas. Fomos ver o mar, fomos ver a areia, fomos sentir a brisa marítima e provar os melhores gelados que por aí se fazem. Senti-te feliz.
Tenho um medo irracional de te perder, por te saber velhinha, por te saber cansada, por te saber tantas vezes mais doente do que deixas transparecer. Mesmo com todas as marcas que a vida te deixou, és a pessoa mais forte que conheço, com uma resiliência que apenas me pode servir de exemplo, pois duvido ter em mim a coragem que em ti vejo. O meu medo agrava-se de dia para dia, de gripe para gripe, de birra para birra (porque os comprimidos são um demónio e sabem a veneno), mas eu continuo a pentear-te o cabelo e a insistir para que te cuides, numa atitude que eu sei ser mais de egoísmo, por que te preciso, do que de altruísmo, pelos outros que ainda gostarias de ver crescer. Fazes mais falta do que eu te saberia explicar.
0 raios de luz:
Postar um comentário